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| Brasil repassa 1,1 milhão de spams a cada dia |
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| Data: 12/07/2007 - 15:41:44 |
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Em 325 dias, projeto verificou mais de 370 milhões de mensagens não-solicitadas.
Máquinas vulneráveis estariam sendo abusadas para repasse de spams a terceiros.
O Projeto SpamPots, iniciativa da Comissão de Trabalho Anti-spam (CT-Spam), coordernado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), divulgou nesta quarta-feira (11) dados relativos ao spam no país. Em 325 dias de pesquisas, o projeto contabilizou mais de 370 milhões de mensagens do tipo recebidas por máquinas brasileiras, com um número de destinatários total de mais de 3,2 bilhões -– uma média de 8,9 destinatários por spam.
As reclamações sobre spams enviados com o uso de máquinas brasileiras contaminadas com códigos maliciosos chegou a 55% das reclamações recebidas no último mês de junho. Apesar disso, ainda não existiam dados concretos sobre o assunto, como destino, origem e natureza, que ajudariam a entender o perfil dos ataques.
No total, foram identificados envios em 157 países diferentes. Os dez maiores remetentes foram Taiwan, responsável por 76% dos ataques, seguido da China, com 16% -- Estados Unidos, Canadá, Coréia, Japão, Hong Kong, Alemanha, Brasil e Panamá, também aparecem na lista, correspondendo juntos a menos de 8%.
A iniciativa é coordenada e desenvolvida pelo Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.Br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.Br).
[ Método ]
O projeto tem foco nas redes ADSL e cabo, tanto domésticas quanto empresariais e utiliza computadores configurados para apenas simular certos sistemas operacionais e serviços. Quando o criminoso tenta enviar spam para eles, está na verdade interagindo com algo que o faz acreditar que seus e-mails foram enviados –- mas estes são direcionados a um servidor central, para a análise, sem chegar aos destinatários.
O próximo passo da pesquisa é trazer análises mais detalhadas sobre o problema, para conseguir determinar padrões que envolvam idioma, origem e conteúdo, criando algoritmos que possam caracterizar melhor os spams e auxiliar na filtragem dos e-mails.
Também é pretendido criar relatórios públicos para recomendar práticas melhores aos serviços de banda larga, além de um acordo com grupos semelhantes em outros países, construindo assim uma visão global do problema.
Fonte: G1 |
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