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Ao menos 25 países censuram a internet
Data: 18/05/2007 - 19:51:12
Estudo diz que há diferentes tipos de bloqueio; foco pode ser político ou social.

Segundo especialistas, censura aumentou porque internet ganhou importância.
A internet é censurada em ao menos 25 países por motivos políticos e sociais, entre outros, segundo um estudo da organização OpenNet Initiative divulgado nesta sexta-feira (18). Esse número pode ser bem maior, já que o grupo realizou sua pesquisa em apenas 41 nações, excluindo diversas regiões do mundo, como América do Norte.

Os pesquisadores envolvidos no projeto admitiram ter encontrado mais censura do que esperavam inicialmente. Segundo eles, esse é um sinal de que a internet amadureceu de tal forma que começou a chamar atenção dos governos.

A China, o Irã, a União de Mianmar, a Síria, a Tunísia e o Vietnã são as nações que utilizam os filtros mais rígidos relacionados à política. Já o Irã, o Sultanato de Omã, a Arábia Saudita, o Sudão, a Tunísia e os Emirados Árabes Unidos são mais rígidos em relação às práticas sociais, bloqueando páginas pornográficas, sites de apostas e também conteúdo gay. Em outros países, a censura é mais leve -- a Coréia do Sul, por exemplo, bloqueia conteúdo relacionado à sua rival Coréia do Norte.

A OpenNet Initiative representa um órgão colaborativo que reúne pesquisadores da Universidade de Cambridge, Universidade de Oxford e Universidade de Toronto. Até então, essa organização só havia divulgado relatórios sobre censura sobre países específicos.

Os testes do estudo divulgado nesta sexta foram realizados durante 206 e no início de 2007. Durante esse período, a organização utilizou ferramentas que testam remotamente os filtros, além de contar com a contribuição de pesquisadores locais que analisaram o uso da internet dentro de seus países.

“Nos últimos cinco anos, partimos da censura em poucos países, como China, Irã e Arábia Saudita, para ao menos duas dúzias. Conforme esse tipo de bloqueio cresce, temos mais motivos para nos preocuparmos com o impacto dessa censura nos direitos humanos, no ativismo político e no desenvolvimento econômico”, afirmou à publicação “Technology Review” John Palfrey, diretor-executivo do Centro Berkman para Internet e Sociedade na Escola de Direito de Harvard.

Fonte: G1
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